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domingo, dezembro 24, 2006

QUANTIFICANDO 

Quanto sangue mental terá de correr ainda?...

Quantos desvios da sobriedade?...

Quantas voltas e remoinhos?...

Que curvas, e a que velocidade?...

sábado, fevereiro 26, 2005

COMPETENCIAS 

Mas como é que é possível, alguém dizer: não não, eu não sou responsável por isso...

sábado, fevereiro 19, 2005

TODOS IGUAIS, TODOS DIFERENTES 

Não podia deixar de vir com o comentariozinho à situação política que se atravessa...

Realmente... as diferenças, entre as várias partes participantes da jogatana, são tantas, que não sei se apenas o sábado para dia de reflexão chegará...

Se calhar é melhor reflectirmos durante mais uns tempitos. Até que a maioria se apreceba que só há mudança nas moscas... mas nem sempre!

sexta-feira, dezembro 31, 2004

QUASE CONCERTEZA 



A única coisa boa do ano que se aproxima, é precisamente não ter começado ainda. Mas pelo que dizem, como o que é bom é de curto prazo, o gajo lá galopa veloz em minha direcção...
Passa-me pela cabeça, que deveria estar ansioso, entusiasmado, e crente na vinda de dias melhores... mas não. Por mais que vasculhe, não encontro motivos para tal.
Acaba por ser um pouco contraditório este meu pessimismo. Tendo em conta, que, se do ano que finda, (muitos dias portanto), expremer bem, nem um copo de 24 horas bem passadas obtenho, pelo menos um parente próximo do optimismo deveria ser meu inquilino.
Talvez seja porque os últimos metros tenham sido verdadeiramente devastadores... Um período, em que como nunca (e bem habituado a isso estou), de migalhas fiz pães de kilo, lacerou-me profundamente. A reabilitação em mim, está a ficar gasta, e, como tudo o que me rodeia, também a vejo a afastar-se, sem que me mexa. É uma bengala à qual nunca dei muito uso, e agora sou eu que tenho a deterioração que lhe devia pertencer.
É por isso de certeza que não estou radiante. Um mau momento apenas. Uma fase que concerteza sabe ler horas, e que, aquando das badaladas acabará subitamente.





terça-feira, dezembro 28, 2004

SOU SURDO 



O insistente martelar do dever... não o ouço.





terça-feira, dezembro 21, 2004

A VER... 



Teria eu coragem, para me cobrir de espinhos?





terça-feira, dezembro 14, 2004

MAS... 



...ainda há gente que se acha com razão!





quinta-feira, setembro 02, 2004



Esqueço-me frequentemente, e durante longos períodos de tempo, que o único carburante que me serve são as novas experiências...
Sai um antagonismo bem passado!




domingo, agosto 29, 2004



Procuram-se burros para as albardas.





sexta-feira, agosto 13, 2004

FERIAS 



Como numa peça de carne já putrefacta, em que as moscas se amontoam dando-lhe um aspecto fervilhante, e quando enxotadas, não se demoram no voo, regressando rapidamente ao petisco, como se mantivessem um elástico bem curto preso à refeição...

Ou como, quando pisamos ou pontapeamos um formigueiro, em que nele instalamos a desordem, saindo os moradores todos dos seus carreiros, apressando o passo estonteado por tal catástrofe, mas que retornam lestas à sua missão, encontrando rapidamente o seu espaço naquela complexa sociedade...

Ou mesmo como num... bombardeamento...

Assim são as férias!




quinta-feira, agosto 12, 2004



Parece-me que afinal, sempre irei desembocar a outro esgoto...




terça-feira, agosto 10, 2004

ENCRUZILHADA 



Mas que raio de rua, esta que via agora diante de mim? E como vim eu aqui parar?
Não desconhecia o cenário... era tal e qual uma daquelas ruas dos "westerns", de aspecto desolador e ambiente sinistro... Mas eu ali? E porquê?
Decidi dar mais uns quantos passos, para me certificar que não estava a sonhar ou sei lá, e assim que embalei o quadril, sinto bem viva uma lufada de ar morno na cara. Acabei por dar na mesma dois passos, mas não havia dúvidas, encontrava-me no início de uma rua, que até ali só conhecia dos filmes.
Permaneci imovél por momentos, observando bem um e o outro lado daquela estrada vazia e poeirenta, até onde a vista me permitia ver. Mas que raio... que estaria eu ali a fazer?
Não havia absolutamente ninguém, pelo menos que eu visse, e tudo tinha um aspecto de ter sido abandonado há muito. Algumas portas entreabertas batiam sempre que o vento as visitava, e uma ou outra placa de madeira, outrora um letreiro talvez, também dançavam com os jogos do vento. Alguns remoinhos de pó, e todas as casas com um aspecto realmente decadente, era tudo o que fazia parte daquele cenário que tinha saltado para os meus olhos sem avisar.
Bem... não é um quadro muito bonito, concluo, e nisto sigo a minha direita com o olhar. O resto do corpo roda, até se enquadrar com o que vejo, e ando uns metros nessa direcção.
E que vejo eu agora!? Paralelamente à rua que tinha mirado ainda há pouco, vislumbro, ainda que ao longe, uma enorme avenida... toda ela de betão, das mais modernas que já vi, com grandeza em toda a sua composição. Consigo ver dois sentidos de trânsito intenso, prédios altíssimos que roçam o céu, e imensa gente que juntamente com o tráfego automóvel, mais parece o sangue que é bombeado numa artéria gigante.
Se isto é assim deste lado, algo se passará do lado oposto, penso eu rapidamente, e virando-me bruscamente, corro em direcção contrária. Ao passar pela boca do primeiro caminho, viro o pescoço, e... nada de novo. Permanece tal qual como a estudei ainda há pouco, como se de um mundo diferente se tratasse.
Detenho-me quando consigo ver ao longe, também paralela à primeira , mas agora do lado esquerdo, uma replandescente rua. Primava pela harmonia existente entre gentes, bichos, vegetação e construção. Qual tela pintada, tudo se encaixava em plenitude, emanando um ar de perfeição, que confesso, me irritou um pouco.
Tudo me fez crer que para além destas ruas, tanto para um lado como para o outro, houvessem muitas mais, todas elas diferentes entre si, e com muito para experienciar, por parte de quem por elas se aventurasse. Mas algo me dava a certeza de que não poderia transpor a divisão entre a "minha" e as outras, como se todas elas estivessem separadas por vedações invisíveis ou assim... Estranhamente, ou não, foi embicado para a velha rua de "western", que me senti no início da história, e isso fazia dela o "meu" caminho, ainda que à primeira vista preferisse as outras, mas então?... Por que diabo não dei por mim numa das outras? Qual o porquê de me ver restringido àquela poeirenta e sinistra rua fantasma? Eu que sempre detestei "westerns"... Que merda de situação esta!!
Muito confuso, misto de resignado com revoltado, regressei à posição inicial, defronte para o caminho da cidade fantasma.
Esta agora! Para o que eu estava guardado...
Subitamente, sentindo que haveria ainda mais hipóteses a explorar, volto-me para trás com rapidez estonteante...
Meus olhos abrangem uma imensidão nublada. Pouco conseguia discernir. Ainda assim, com custo, detectei um carril, que terminava a uns metros do sítio onde me encontrava. Dei então os dois ou três passos da ordem, e, semicerrando os olhos por uns momentos, surpreendo-me uma vez mais... O carril que terminava diante de mim, resultava da convergência de outros dois carris, que lá mais atrás, por sua vez, convergiam de outros dois, e assim sucessivamente, sendo que, permanecendo a perscrutar o horizonte, e habituando a vista ao indefinido, consegui distinguir um tal emaranhado de ramais que decerto roçariam o infinito.
Ainda atordoado com a visão, senti-me mais perdido que nunca...
Teria de seguir viagem, e escolher um caminho, mas poucas eram as escolhas... As vias paralelas à "minha", pareciam-me bem melhores, agora que não podia seguir por elas. Restavam-me então duas alternativas: ou seguia em frente pela desolada rua "western", que parecia não ter fim, sem saber onde desembocava, nem se haveriam ruas prependiculares a essa, e que segredos esconderiam; ou voltava para trás para aquele infindável emaranhado de linhas, onde me perderia decerto mais uma vez, sem saber se avançava se recuava...
Não fazia idéia de como teria ido ali parar, nem por onde tinha vindo. Decerto em inconsciência fiz a viagem, e agora em consciência, teria de tomar uma decisão.




segunda-feira, agosto 09, 2004



Puta que pariu o IRS.




domingo, maio 23, 2004

ESSENTIA... 



"But i am losing the race against myself"

(The offspring)





segunda-feira, maio 17, 2004



Estamos a pontos, de chegar a uma bomba de gasolina para abastecer o automóvel, e de, durante esse período de tempo (cinco minutos talvez), o produto sofrer dois ou três aumentos.

O melhor mesmo é sermos o mais lestos possível, e começarmos a bater recordes no manuseamento da mangueira...





domingo, maio 16, 2004

MOMENTO 



Era necessário que fizesse algo. Sentia que precisava de me sentir. Precisava de me ver no mundo, sair para a rua. Fora de casa está-se longe da imunidade. E era isso que precisava, precisamente por ter criado uma ligeira película que me escudava. Não seria difícil estar longe dos meus domínios, pelo contrário, era a sensação de abrangência que me habitava.

Foi assim que de um salto, misto de aventura inconsciente com risco calculado, me levantei da cadeira, e, depois de lançar um último olhar para a sala que tinha assistido à minha repentina transformação, abri a porta da rua, empurrando-a em seguida para o seu estado natural. Avancei decidido para o ascensor, e carregando frenéticamente no botão de chamada, fui açoitado repentinamente pelo recorrente e desesperante sentimento de receio. Receio de tudo. Receio que todo este conjunto de atitudes tivesse um infeliz desfecho. Receio de que quando enfrentasse a noite calma, pudesse estar prevaricando ao perturbá-la. Receio que me ouvissem os batimentos cardíacos, e que o pulsar do sangue nas minhas veias acordasse alguém. No fundo, naquele momento, receei que tivessem inveja de mim. O prato da balança descaiu um milímetro para a loucura, ao som do estalido que anunciava a presença do elevador. Como que acordado de manhã cedo pelo despertador, pus de parte toda a idéia, e atordoado, mantive-me firme na senda, embarcando na viagem descendente.

Agora sim. Estava a um passo de sair. Era dominado pela ansiadade.

Por fim, senti na pele a noite. O verão prometedor a entranhar-se-me no corpo.

Caminhei na direcção oposta à do costume, e depois do fim da rua, continuei andando, sabendo que me iria prostrar mais adiante, perante o luar, e pouca humanidade...

Consegui por fim, vencer barreiras imaginárias, desprezar olhares que nunca foram, correr maratonas, desprender-me das teias por mim criadas.

Livrando-me de mim, alcancei o objectivo.

Desta vez sonhei a cores.





quinta-feira, maio 06, 2004

DESCALABRO... 



Se continuarem a reduzir os limites de velocidade, e a aumentarem as coimas que punem a sua transgressão, é bem provável que consigam atinjir o objectivo a que se dizem propor, o de reduzir a sinistralidade nas estradas portuguesas...

Talvez consigam reduzir o número de mortos em acidentes rodoviários, para com alguma sorte, aumentar o número de feridos graves...

Uma turba de gente estropiada é preferível a um número de óbitos menos simpático nas estatísticas (que têm que ser reduzidas a metade até 2010 se não estou em erro), ou a um tesouro mais gordinho, ainda para mais, com a qualidade de vida com que o estado português premeia estes infortunados...







terça-feira, maio 04, 2004

MANNA 



(...) o começo da interminável ladainha que é a piedade por nós próprios.
Em todo o caso, há situações de tal modo absurdas (ou que pareceriam vinte e quatro horas antes), que não se pode censurar a ninguém um instante de desconforto total, um segundo em que tudo dentro de nós pede socorro, ainda que saibamos que logo a seguir a mola pisada, violentada, se vai distender vibrante e verticalmente afirmar.
Nesse momento veloz tocara-se o fundo do poço.

(José Saramago)



terça-feira, abril 27, 2004



Engraçado...
Não sei se acto involuntário de há muito, se a senilidade a ganhar terreno, mas descobri há pouco tempo, que me babo ao tomar banho!





sábado, abril 24, 2004

JORNALISMO, A QUANTO OBRIGAS. 



Como muitos outros, também eu não simpatizo nem de perto nem de longe, com o facto de ter frequentemente de esperar. Diz-se que saber esperar é uma virtude. Pois seja.
Esperar enerva, abate, frustra... Abomino qualquer tipo de sala ou fila de espera, e sempre que prevejo uma demora de mais do que cinco minutos, desisto, antes mesmo de começar a dita tortura.

É talvez por isso, que não partilhe das melhores relações com a rainha de todas as esperas... a própria vida. Mas isso remeter-me-ía para considerações bem mais profundas... Não o pretendo.

Posto isto, é com grande estupefacção, que assisto diariamente à demanda a que certos jornalistas se propõem, ao permanecerem dias a fio em frente aos tribunais, à espera, não se sabe muito bem de quê...

Permanecem de sol a sol, muitas vezes vá-se lá saber em que condições, climatéricas e/ou outras, à espera da notícia, que muitas vezes parece brincar com eles, e teima em não ser.

A recompensa com que são premiados (digo eu), são os vários directos que fazem por dia para os noticiários.
Tarefa inglória esta, que depois de tanta espera e sacrifício, não passa de um valente exercício às suas capacidades de improvisação, vendo-se forçados a balbuciar um chorrilho de barbaridades como sejam, a contagem dos degraus da entrada do tribunal (um a um, e em directo), a descrição pormenorizada das fatiotas dos arguidos, ou ainda entervistar um qulaquer comum entre a multidão, e ouvir as suas palavras de apoio incondicional para com quem se encontra detido, e que se calhar nem conhece.

É arrepiante ver tanta gente ali... à espera!





INÉRCIA 



Impressionante, o que consigo fazer para evitar os medos.

Melhor será dizer, que faço nada. Ou seja, é o que não faço que está em causa. A inércia viciante e completamente enraízada em mim, que me acompanha na minha personalidade. Ou melhor, nas minhas personalidades.

E assim me vou mantendo, sem actividade, indo invariavelmente contra mim e contra alguns esporádicos planos, que, aquando brincando ao ser, esboço...

É cíclico, é desesperante, é irracional.


Tal qual um vício, em que se tem plena precepção dele, e o conformismo aceita-o como inevitável... Pescada de rabo na boca, sem dúvida...

É uma pérola, um desejo, um diamante, uma meta que se tem de atingir a todo o preço. O conforto que se sente em não nos contrariarmos, é por demais viciante!

A facilidade, ou nem tanto, de se deitar tudo para trás das costas. Esquecer os contras, ou fazer por esquecê-los...


Ah! Ainda há o júbilo que se sente, por se remar contra a maré da sensatez. Próprio da revolta interna e permanente, que faz com que o ser-se do contra, e arranjar, de maneira não menos plausivel, argumentos para a justificar, nos dê uma certa justificação para o todo da situação.


E assim aqui me vou mantendo. Inerte.

Não sei se é fuga se encontro.

É por certo a infindável, ingénua e utópica busca da solução...

O propósito, esse é ausente de ser... sempre... e para todos... ainda que alguns não o saibam. (Ou se calhar sabem)





quinta-feira, abril 15, 2004



Mas é claro, que a ponte Hintze Ribeiro caiu devido a causas naturais!... Simplesmente, umas são mais naturais que outras...

Quer-me parecer que, só se alguém tivesse dinamitado a ponte, se imputariam culpas a alguém...

Não se trata de arranjar culpados à força... Porque não seria preciso fazer muita. (Ou se calhar seria...)





sábado, abril 10, 2004

ESSENTIA... 



"Kick the chair right down under me
Leave me hanging alone in misery"

(The 69 eyes)





terça-feira, abril 06, 2004

ÍMPETO 



Afinal, quando surgirá a oportunidade de explodir de mim?

De brotar de mim tudo o que nunca saíu. Tudo o que, por um ou outro motivo ficou preso, no fundo, colado às paredes, entranhando-se no próprio eu, multiplicando-me em vários.

Quando virá a hora, em que me desdobrarei em todos os eus que nunca fui. Para o bem ou para o mal. Despejar tão somente tudo o que nunca cheguei a ser. Mesmo que isso me esvazie, me deixe oco, com o interior desprotegido e vulnerável. Seria apenas uma repetência. Afinal de contas, já chegámos todos a ser carne viva...

Quebrar o lacre. Rasgar o embrulho com avidez, como uma criança e um presente. Estilhaçar o invólucro, e jorrar em vómito, todo de mim.

Inundando o espaço envolvente com emoções, esgares de prazer e dor e mágoa. Purulência de ódio e desgosto...

Quando será então, que me poderei desfazer de mim?





segunda-feira, abril 05, 2004

THESAURÓS 3 



In Dante's Inferno, there is a group of trees that are, in reality, the souls of suicides who landed in Hell for their final misdeed. In Hell's clean justice, these unfortunates are now trapped in the bodies of trees so that they can do no more mischief to their flesh. That pleasure is reserved for the Harpies (birds with the breasts and heads of women), who squabble among the trees, ripping off twigs and limbs from the branches, which subsequently bleed, and with the blood come the moans of the suicides. This is the only way they can express themselves.





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